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06
mar

Advogados com especialização em ambiente, petróleo e…………

Advogados com especialização em ambiente, petróleo e construção têm destaque no mercado de trabalho

Apesar de contar com infinitas possibilidades, o mercado de trabalho para os advogados no Espírito Santo promete ser promissor para especialistas em petróleo e gás, construção e ambiente nos próximos anos. As oportunidades profissionais acompanham o crescimento econômico do Estado nessas áreas.

advogado especialistaPorém, segundo o advogado e mestre em direito empresarial Ricardo Barros Brum, vale destacar que sempre haverá mercado de trabalho para os profissionais que desejam atuar em áreas tradicionais, como o direito civil, trabalhista e contratual. “O Espírito Santo não tem um mercado diferente das demais regiões do Brasil. O desenvolvimento econômico experimentado no Estado desde meados da década passada, com crescimento sempre superior à média do crescimento nacional, propiciou também um desenvolvimento para o mercado da advocacia. Desenvolvemos profissionais no direito marítimo, no direito de mineração, exportação e importação, enfim, crescemos juntamente com o Espírito Santo”, ponderou.

O advogado, que também é professor da FDV e presidente da Comissão de Sociedades de Advogados da OAB/ES, avaliou que, de forma geral, os advogados não enfrentam dificuldades de acesso ao mercado de trabalho em todo o país, com oportunidades em todas as regiões, em todos os ramos de direito.
 

De qualquer forma, a qualificação técnica é indispensável, além do desenvolvimento de outras habilidades, como, por exemplo, capacidade de empreender, de negociar e de analisar o mercado econômico.

Uma tendência em evolução é a formação de sociedades de advogados. Segundo o professor, no Espírito Santo, a primeira sociedade foi formada em 1984. Já no Brasil, existem sociedades com mais de 80 anos de existência, enquanto no exterior há algumas centenárias.

O Estado conta atualmente com 830 sociedades ativas, sendo que mais da metade foi constituída após o ano 2000. Estima-se que aproximadamente 25% dos advogados capixabas estejam vinculados a essas sociedades.

Brum não acredita que a formação dessas mega bancas influencia no mercado de trabalho. “Elas normalmente atuam com grandes empresas e, com frequência, em contencioso de massa. Imaginem o tamanho do jurídico que deve contratar uma instituição financeira que tem mais de 100 mil processos. As grandes bancas aproveitam-se dessa necessidade”, comentou.

O Brasil tem mais de 1,5 bilhão bacharéis em direito, enquanto a OAB prevê que apenas 750 mil deles sejam advogados. O grau de dificuldade das provas da Ordem e a má qualidade na formação profissional podem explicar a diferença entre os números.

“Há um pouco dos dois. Não se pode negar que o crescimento do número de instituições de direito no Brasil afetou a qualidade da formação dos profissionais. Por outro lado, não se pode também deixar de observar que as provas da OAB tornaram-se mais difíceis e precisariam eventualmente ter seu formato discutido. Essas provas atualmente não avaliam a capacidade de aplicação do conhecimento dos profissionais do direito, mas sim a capacidade de repetir conceitos previstos na lei. São provas conceituais que pecam por não privilegiar aquele que não decorou o conceito dos institutos, mas desenvolveu a capacidade de aplicá-lo na prática”, finalizou.



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